HISTORIAndo!

Blog destinado à aqueles que amam História! Escrevam a sua História! Participe! Meu nome é Edevânio Francisconi Arceno , Moro em Garuva -SC! Sou casado com Viviani e pai de Giovanni e Fernanda! Sou acadêmico de Historia-UNIASSELVI - Contato : edevaniopm@terra.com.br.É só Clicar nas imagens abaixo para entar nas páginas! Acompanhe os trabalhos destaques elaborados por alunos! É só clicar! Boa Leitura.

26.1.09

SÉRIE A SAGA -1808-2008- 200 Anos - Brasil , Capital do Império

 

HISTÓRIAndo

Edevânio Francisconi Arceno

Acadêmico de História – UNIASSELVI

1808-2008

Brasil – Capital do Império

 

EPISÓDIO III

“UMA VIAGEM REAL”

 

A COROA EM “NAUS” LENCÓIS

Enquanto D. João deixava a foz do rio Tejo e entrava oceano adentro um problema maior do que Napoleão começou a perturbá-lo. As péssimas condições das Naus que outrora foram sinônimos de conquistas e prestígio aos portugueses, agora refletiam uma corte puramente extrativista. As naus tinham 67 MT de comprimento por 16,5 de largura, com 84 canhões e muita carga, não restavam muitos lugares para os passageiros a não ser nos tombadilhos, sujeitos as intempéries do tempo, como chuva, vento, trovoada, etc. A água era insuficiente, a comida era pouca, e as pestes se proliferavam em virtude da falta de higiene. Com vazamentos nos cascos das naus, entrava muita água, além disso, as velas e as cordas eram podres e a madeira parecia que não iria resistir aos açoites das ondas, deixando passageiros e tripulantes em pânico. Na nau em que viajava a princesa Carlota Joaquina, a falta de higiene e saneamento ocasionou uma epidemia de piolhos que fizeram as mulheres rasparem seus cabelos e lançar ao mar suas perucas. A rainha Maria I, D.João e seus filhos herdeiros, viajavam todos na mesma nau capitânia Príncipe Real, ou seja, se esta nau afunda-se levaria consigo toda a linhagem real.

PRIMEIRA ESCALA-SALVADOR

Até hoje, ninguém entendeu direito porque as naus portuguesas fizeram escala, ou seja, deram uma passadinha em Salvador, Bahia. Uns dizem que era para fortalecer a Coroa, outros dizem que pode ter sido uma necessidade em virtude das péssimas condições da viagem, porém existem rumores, de que haveria certa urgência por parte da Inglaterra de receber o seu pagamento, pelos serviços prestados. A verdade é que no dia 22 de Janeiro de 1808 as 11:00 h. da manhã as embarcações chegam à cidade de Salvador, e uma das primeiras ações do Príncipe regente em terras brasileiras foi decretar a abertura dos portos as nações amigas, ou seja, o Brasil poderia negociar diretamente com outras nações sem ter que passar pelo porto de Lisboa, e a maior privilegiada foi a Inglaterra. A estadia em Salvador foi rápida, há rumores de que o Príncipe não queria ir embora, porém o Rio de Janeiro era mais seguro, então partiram.

PARADA FINAL - RIO DE JANEIRO

No dia 7 de março de 1808, no começo de uma tarde onde o sol exaltava o azul do céu, a família real portuguesa chegava à baia da Guanabara-RJ. Os ilustres passageiros desembarcaram às 4 horas da tarde do dia seguinte. Os brasileiros coloniais esperavam uma chegada pomposa da família real, mas viram apenas nobres e uma corte castigada pela longa viagem. As mulheres tentavam esconder com um turbante, suas nobres cabeças com cabelos curtos ou raspados, em virtude dos piolhos, porém a moda do turbante se espalhou entre as coloniais. Na catedral foi realizada uma cerimônia de ação de graças pelo sucesso da viagem e depois se realizou o famoso beija-mão, onde toda corte e a população beijava a mão do príncipe em sinal de obediência e submissão. A cidade do Rio de Janeiro cresceu muito por conta desta breve estadia real, construções de grandes obras demonstravam o progresso da cidade, a construção da Biblioteca Real, o Jardim Botânico, a Escola de Medicina, que também havia sido fundada em Salvador, as ruas foram calçadas, praças foram construídas e a criação do Banco do Brasil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muitos apenas ridicularizaram a família real e suas gafes, porém é inegável que o Brasil, o único país da América a conseguir sua independência sem guerras, mudou depois deste fato, não que seus problemas tiveram fim, afinal já faz 200 anos e ainda temos muitos problemas, porém somos brasileiros e não desistimos nunca, D.João voltou a Portugal, mas o Brasil ficou, e nós príncipes e princesas desta terra abençoada por Deus, temos o privilégio de viver neste País, que tem seus problemas sociais, como a falta de emprego, de moradia, de educação, de segurança, de saúde, mas nunca faltou-nos a esperança. D. João VI embarcou para Lisboa com lágrimas nos olhos, Maria Joaquina disse que do Brasil não queria nem o Pó, D Pedro I disse “Eu fico”, seu Filho, D Pedro II, anos mais tarde ao morrer, deixaria registrado em seu atestado de óbito, causa morte “Saudades do Brasil”. Este é o nosso Brasil, que do conquistador fez um conquistado. O Blogue http://historianovicente.blog.terra.com.br , parabeniza todos, que nunca precisaram cruzar um oceano para descobrir as maravilhas de ser brasileiro. Assim termina o nosso breve relato sobre o fato histórico que transformou o mundo, principalmente o do Napoleão!

Referências:

GOMES, Laurentino. 1808.1.ed. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

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SÉRIE A SAGA -1808-2008- 200 Anos - Brasil , Capital do Império

HISTÓRIAndo

Edevânio Francisconi Arceno

Acadêmico de História – UNIASSELVI

1808-2008

Brasil – Capital do Império

EPISÓDIO II

“A VER NAVIOS”

AS ESTRATÉGIAS de D. JOÃO

Depois do Recado de Napoleão, D. João reuniu o seu Conselho de Estado no Palácio da Ajuda em Lisboa e mandou que preparassem os navios para uma viagem. Primeiramente pensou em enviar para o Brasil apenas seu filho mais velho, que tinha oito anos, o futuro imperador Pedro I, depois mudou de idéia e resolveu partir com toda a sua corte. Arquitetou um plano para ganhar mais tempo, enviando à Paris o Marques de Marialva, prometendo total apoio aos franceses, prendendo e seqüestrando os bens dos ingleses residentes de Lisboa. Como prova das suas boas intenções com a França enviou de presente a Napoleão uma caixa de diamantes, obviamente vindos do Brasil, acompanhados da seguinte sugestão, que D.Pedro o primogênito da coroa portuguesa se casasse com alguma princesa da família de Napoleão. Enquanto isso ele preparava-se para a maior fulga da História. Quando Napoleão percebeu que estava sendo enganado, mandou prender o embaixador Marialva em Paris e mandou publicar em 24 de novembro de 1807, no jornal de Paris, Le Moniteur que a Casa de Bragança havia cessado de reinar na Europa. Era o fim do engodo Português.

O PREÇO DA ESCOLTA REAL

D.João precisava partir imediatamente, pois sabia que o exército de Napoleão com 50.000 soldados franceses e espanhóis, comandados pelo General Junot, estava nas fronteiras portuguesas pronto para invadir. Lord Strangford, o inglês que fazia a ponte entre as coroas Portuguesa e Inglesa, ofereceu proteção para a viagem marítima, em troca, Portugal abriria os Portos Brasileiros para o comércio com outras nações. D. João não titubeou e disse sim. No dia 06 de novembro de 1807, a esquadra inglesa aparece no Rio Tejo, com 7000 homens, com a seguinte ordem, escoltar a corte Portuguesa até o Brasil em segurança, porém se Portugal mudasse de idéia e se juntasse a Napoleão, os ingleses tinham ordens para bombardear Lisboa.

A PARTIDA

Os navios estavam todos preparados, esperando a ordem real, que por causa de muita chuva atrasou a partida por dois dias.O povo abismado e incrédulo acompanhava o vai vem de três dias, das 700 carroças e carruagens que transportavam a corte e seus pertences, todo o ouro, diamante e dinheiro do tesouro Real. Na correria toda a Prata da Igreja e os 60.000 volumes da Biblioteca Real, foram esquecidos no cais de Lisboa. As listas de passageiros são imprecisas para avaliar o numero exato, mas estima-se que entre 10 a 15 mil pessoas acompanharam o príncipe regente nesta viagem ao Brasil. A família real foi conduzida secretamente ao porto. A rainha Maria I, gritava ao cocheiro: “Mais devagar. Vão pensar que estamos fugindo!”. Ao chegar ao cais, foi colocada a força dentro do navio, pois não queria partir. D João apenas deixara um bilhete de despedida ao povo português. Às 07 horas do dia 29 de novembro foi dada a ordem de partida, D. João, ao chegar à foz do rio Tejo, tinha à sua frente o Oceano Atlântico e seus perigos e na sua retaguarda o Exército francês que chegava a Lisboa e o abandonado povo português, que assistia atônito, aquele momento histórico, onde ficaram literalmente a “Ver Navios”.

Na próxima edição acompanharemos detalhes emocionantes desta viagem. Até Lá!

criado por Edevanio    14:03 — Arquivado em: A SAGA DA FAMILIA REAL, Sem categoria

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