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Blog destinado à aqueles que amam História! Escrevam a sua História! Participe! Meu nome é Edevânio Francisconi Arceno , Moro em Garuva -SC! Sou casado com Viviani e pai de Giovanni e Fernanda! Sou acadêmico de Historia-UNIASSELVI - Contato : edevaniopm@terra.com.br.É só Clicar nas imagens abaixo para entar nas páginas! Acompanhe os trabalhos destaques elaborados por alunos! É só clicar! Boa Leitura.

28.1.09

A TRÍADE DO APRENDER

 

A TRÍADE DO APRENDER

 

 

 

Edevânio Francisconi Arceno

Prof. Marcos Neotti

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Licenciatura/História (HID 0771) – Didática e Avaliação

29/01/08

 

RESUMO

 

A educação que outrora foi privilégio de poucos, se tornou com o passar do tempo, acessível a todos ou quase todos. Esta acessibilidade é resultado de lutas, dos muitos pensadores, questionadores e visionários que estavam à frente de seu tempo, pois entendiam que a educação não era simplesmente um privilégio, mas um direito. Hoje existe a necessidade de se criar leis que obriguem as pessoas a irem à escola. Muitas vezes vão para as aulas, sem ter a mínima vontade de aprender, estes (as) não aprendem de forma consciente. Existem ainda aquelas que querem e até acham que estão aprendendo. Este trabalho pretende confrontar os conceitos de aprendizagem, para que possamos aprender a aprender.

 

Palavras-chave: Querer; Desenvolver; Compreender.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

            Lendo a introdução de uma entrevista com o professor Vicente Martins, sob o título, “Como desenvolver a capacidade de Aprender”, citada pela professora Íris Weiduschat, na agenda da disciplina, Didática e Avaliação, como anexo A, p.9, chamou-nos a atenção o relato sobre os três fatores que influenciam no desenvolvimento da capacidade de aprender.

 

            Decidimos discorrer ainda que superficialmente, a respeito do que entendemos desta tríade de fatores composta pela Atitude de querer aprender, Desenvolver a aprendizagem e Compreender o que aprendeu.

 

            Sabemos que algumas pessoas podem não concordar com a nossa opinião, inclusive até nós mesmos, amanhã ou depois poderemos discordar categoricamente, com algumas ou talvez todas essas afirmações, afinal nós recém concluímos a primeira fase de nossa licenciatura, além disto, descobrimos que nunca praticamos a verdadeira aprendizagem, porém nunca é tarde!

 

            Esperamos que estas declarações possam contribuir e provocar uma análise introspectiva, questionando como tem sido nossa maneira de aprender, como aprender mais e o que temos aprendido.

            Se  nossa aprendizagem está improdutiva, calada, inexpressiva e conformada, não está bem, e necessita de socorro, temos que Aprender a Aprender, observando a Tríade do Aprender.

 

 

2 ATITUDE DE QUERER APRENDER

“Eu quero aprender”, quantos entram em uma instituição de ensino, desejando realmente Isto? Criou-se uma atmosfera de obrigatoriedade em relação à Escola, justificativas como, porque todos vão, você tem que ir , tem que saber disto , daquilo , se não estudar não vai ter um bom emprego, não vai ser ninguém na vida ,etc.

          Acreditamos que aqueles que ignoram tais ameaças , vislumbram a verdadeira essência da educação ,descobrem que podem e decidem fazer a diferença no meio em que vive , e através disto constroem um olhar crítico e tornam-se  grandes questionadores e criadores das marchas.

         Questionam o sistema ,o governo, a sociedade, as estruturas, a educação, a saúde, a segurança, etc. Estes são os transformadores conceituais de seu tempo, e tudo porque decidiram aprender a aprender, não que a verdadeira aprendizagem nos tranformem  em rebeldes sem causa, pois que causa foge aos olhares críticos de quem verdadeiramente se educa.

        Temos a tendência de  cobrar-nos demasiadamente, a ponto de achar que ao sairmos das estruturas educacionais, temos a obrigação de saber tudo , afinal foram muitos anos e agora é o nosso dever social demonstrar que aprendemos tudo.

        Se este for o nosso pensamento, infelizmente teremos que recomeçar a nossa caminha escolar, pois não conseguimos perceber a essência da educação, e conseqüentemente nunca seremos um diferencial em nosso meio,um questionador transformador.

        Na educação não obtemos a espada , mas sim o segredo do fogo para forja-la, não desviamos ou anulamos correntes d’agua, mas a transformamos em energia, é na Escola que adquirimos a “Lupa” que nos ajudará a fazer a famosa leitura do mundo , tão defendida e incentivada pelo saudoso educador Paulo Freire.

          Para entendermos a verdadeira aprendizagem, teremos que tomar a atitude, de querer aprender a aprender , não por imposição ou  obrigação social, mas sim, “porque eu quero”!

           

3 DESENVOLVER O APRENDER  

 

            Como dissemos anteriormente , quando decidimos aprender a aprender, entendemos que a importância não está somente nos peixes, mas também na forma de pescá-los. Qual a melhor vara, a isca certa, que lua é a mais indicada, qual o clima é mais propício, em que condição a pescaria terá mais êxito, barco ou margem? Enfim, são informações que contribuem para uma pescaria prazerosa, segura e produtiva.

            Talvez possamos nos perguntar, tudo isto é necessário?  Pode  não ser , mas esta é a visão de quem aprende a aprender e desenvolve a aprendizagem, não que se esforcem para isto ,pois é com naturalidade que  necessitam e procuram tais informações.

 

           O diferencial não é o que vêem , mas sim na forma de ver, quem desenvolve a aprendizagem  através do querer aprender a aprender, busca mais profundidade e com isto adquiri uma forma diferenciada e tridimensional de ver o mundo, ou seja, observam além do plano ,intrigados com o que tem por trás do que se vê.

 

            Entendemos que aprender não é um evento, mas sim um processo, um processo infinito e progressivo , pois quanto mais aprendemos , mais sentimos a necessidade de aprender , pois através da aprendizagem adquirida ,descobrimos que ainda há muito mais à aprender .

 

 

4 COMPREENDER O QUE APRENDEU

 

            O Desenvolvimento da aprendizagem nos impulsiona ao seguinte degrau, pois que adianta sabermos qual a vara, a isca, a lua, o clima, o barco, enfim várias informações e não discenir suas conexões e finalidades, sem a compreensão deste desenvolvimento, jamais teremos uma pescaria prazerosa, segura e produtiva.

 

A compreensão das informações e conteúdos agregados durante nossa caminhada escolar é que irão direcionar a nossa “Lupa” para a leitura do mundo.

 

Certa vez , assistindo a um dos primeiros episódios de “Lost”, um dos sobreviventes estava tranquilissimo e após o acidente  disse aos outros que logo viria o resgate , pois eles (o Governo), localizavam a placa de um carro via satélite quanto mais um avião.Um outro sobrevivente esclareceu, que somente localizavam o veículo através do satélite , porque sabiam em que área procurar, diferentemente do avião, que estava totalmente fora da rota!

 

Gostaríamos de usar este exemplo e fazer uma analogia  com o nosso assunto, se não compreendemos o que aprendemos, estaremos tão sem ação quanto a equipe de  resgate , pois temos o satélite, a tecnologia e os técnicos, porém faltam informações importantes que nos impedem de progredir, de ir além.

 

Como docentes temos o dever de disponibilizar dispositivos e ferramentas que auxiliem aos discentes progredirem na compreensão de sua aprendizagem, este é o desafio de quem almeja e atreve-se a ser um educador.

Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: [...] III - zelar pela aprendizagem dos alunos; (Inciso III, art. 13, LDB). Primar pela aprendizagem do ensino é, antes de tudo, um compromisso profissional e papel social do educador.

 

5 CONCLUSÃO

 

           

            Revendo nossos conceitos subjetivamente construídos em nossa discência, temos a oportunidade de reconstruir o saber, não por orgulho, pois o orgulho não constrói, mas sim pelo desejo de colocar nas mãos de cada discente uma “Lupa”, que ampliará sua visão, porém com a “Lupa”, verão que a atual docência, necessita de uma reforma pedagógica, mas não é este o objetivo da verdadeira aprendizagem, produzir reformadores?

 

            Nenhuma docência responsável repreenderá quem deseja aprender a aprender, pois o verdadeiro papel do Educador é intermediar a relação da potencialidade cognitiva do educando com o mundo de possibilidades a sua volta, através da Tríade do Aprender.

                                   

 

6 REFERÊNCIAS

 

wEIDUSCHAT. Apud KPLUS.Agenda da Disciplina Didática e Avaliação.Indaial:ASSELVI,2007.

 

 

criado por Edevanio    8:51 — Arquivado em: PAPER, Sem categoria

AS PAREDES DE PERSÉPOLIS

AS PAREDES DE PERSÉPOLIS

 

Edevânio Francisconi Arceno

Prof. Marcos Neotti

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Licenciatura/História (HID 0771) – História Antiga

20/05/08

 

RESUMO

 

Na História, nunca houve um Império tão eclético quanto o Império Persa, talvez por reflexo da política adotada pelo Rei Ciro, que apesar de dominar várias nações, respeitava suas particularidades culturais, obtendo a admiração dos povos conquistados. Mas cremos que nenhum Imperador da antiguidade foi mais político que Dario o Grande, foi durante seu governo que a Pérsia atingiu seu apogeu, e entrou para a história como um dos impérios da Antiguidade. Talvez, nada saberíamos desse povo se Dario não tivesse tido a grande idéia de registrar esta linda história, narrando suas conquistas e deixando tudo devidamente registrado nas paredes de Persépolis.

 

Palavras-chave: Ciro; Dario; Persépolis.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

A conduta adotada pelas nações imperiais era de submeter política e culturalmente os povos conquistados. Foram assim no império egípcio, babilônico e assírio, os povos eram conquistados através das guerras ou por consenso a fim de evitá-las e doutrinados na cultura de seus conquistadores.

 

Este paradigma foi quebrado, quando um rei percebeu que poderia usar toda a riqueza cultural dominada a seu favor. Além disso, ficaria conhecido por ser benevolente e sábio. Foi isto que deu ao Império Persa, a mais heterogênea cultura da história mundial.

 

 

2 O PRINCÍPIO DE UM IMPÉRIO

 

Os persas eram sedentários e agricultores, viviam em conflito e oprimidos pelos vizinhos, os Medos. A partir de 559 a.C, surge um nobre chamado Ciro, este se tornou o fundador do Império Persa. Ele primeiramente dominou os Medos, mas foi ao conquistar a Lídia que Ciro se transformou em o grande rei Ciro.

O reino da Lídia era comandado pelo rei Creso, que era considerado o homem mais rico do mundo, pois tinha muitos tesouros em ouro, prata e pedras preciosas. O rei lídio ao ser ameaçado pelos exércitos de Ciro, tentou inutilmente enfrenta-los, porém os medos e persas invadiram e dominaram a Lídia.

 

Quando Creso iria ser executado, Ciro mudou de idéia e mandou liberta-lo. Livre, Creso indagou Ciro: O que faz os teus soldados com tanta pressa? Ciro respondeu: Estão saqueando a tua cidade. (RODRIGUE, apud HERODOTO).

 

Creso então explicou para Ciro que ele nada mais tinha, e que todo o tesouro que estava sendo saqueado, a cidade que estava sendo destruída e os povos que estavam sendo massacrados, agora pertenciam ao grande rei Ciro.

 

Ciro ordenou imediatamente que cessasse os saques e os massacres. Assim nasceu uma nova política, que faria do Império Persa, único e que tornaria seus reis temidos e admirados por todas as nações da terra.

 

 

3 A EXPANSÃO IMPERIAL

 

Assim a Pérsia crescia e se fortalecia, depois de submeter seus vizinhos, Ciro dominou as cidades gregas da Ásia Menor, da Mesopotâmia e da Síria. Deste modo Ciro conquistou e libertou os Judeus que estavam escravizados. Aos judeus deu o direito de reconstruir a Palestina e adorar livremente o seu Deus. Não seriam tratados como escravos, porém estariam sujeitos à Pérsia e a ela pagariam impostos.

 

Em 528 a.C. morre o grande rei Ciro, que deixa seu legado ao seu filho Cambises. Mas Ciro seria lembrado para sempre como grande conquistador e político, por causa das paredes de Persépolis.

 

4 CAMBISES, O SUCESSOR

Sendo um conquistador semelhante ao pai, Cambises não tinha a mesma benevolência, era temido pela sua crueldade, a ponto de matar seu próprio irmão pelo poder.

 

Conquistou o Egito, mas manteve os nobres egípcios no governo e nos cargos religiosos. Estendeu seu Império até a Índia, destacando-se como um eficiente administrador. Apesar das revoltas de alguns segmentos dos povos dominados, a presença do exército imperial mantinha a ordem e a submissão local ao Império Persa.

 

 

5 DARIO,O GRANDE REI DA PÉRSIA

 

Dario assumiu o império em 522 a.C. devido à morte acidental de seu tio Cambises, sob seu governo o Império Persa alcançou o apogeu. Uma rede de estradas foi construída para unir os mais distantes pontos do império. O comércio se desenvolveu, por isso foi necessária a criação de moedas de ouro. Novas rotas marinhas foram descobertas e as existentes impulsionadas, pelas ações do seu governo. Segundo a historiadora Joelza Rodrigue (2006):

 

O desenvolvimento das vias de transportes facilitou muito a comunicação, favorecendo o contato comercial e cultural entre os povos sob domínio do imperador persa. Foram difundidos o uso de moedas, o alfabeto fenício, a vida urbana, as técnicas agrícolas e metalúrgicas, os processos de irrigação e o sistema sexagesimal, que se tornou a base da matemática de numerosos povos.

 

Apesar de respeitar as mais diversas religiões, o povo persa também tinha suas convicções e conservavam as suas crenças primitivas. O rei Dario transformou as idéias difundidas pelo profeta Zoroastro, na religião oficial da Pérsia sob o nome de Mazdeísmo.

 

Devido às dimensões do vasto império Persa, Dario divide seu império em satrapias , através deste processo de unificação, adotou um sistema de pesos e medidas e instituiu imposto de quantia fixa. A economia girava em torno da agricultura, da pecuária, do artesanato, da mineração de metais e pedras preciosas e da metalurgia.

 

 

6 DARIO E AS PAREDES DE PERSÉPOLIS

 

De todas as ações de Dario, a mais ousada sem dúvida foi no campo da arte.

Ele percebeu que a interação cultural entre os povos do seu império poderia ser utilizada para difundir e eternizar as ações de seu governo.

 

A escrita ainda era restrita, poucos detinham este conhecimento, então Dario usou a arte das imagens esculpidas em relevo nas paredes de Persépolis para propagar a sua imagem política.

 

Enquanto reis de impérios anteriores produziam tumbas faraônicas, outros esculpiam e pintavam imagens de guerras, em que representavam o rei esmagando e massacrando os povos dominados, o rei Dario, eternizava e honrava seus povos, esculpindo-os nas escadarias do palácio de Persépolis, no acesso à sala de audiência. Eram imagens, onde os povos dominados pelo império honravam o grande rei Dario, com oferendas típicas de seus países. Que outro rei, retrataria seus ex-inimigos nas paredes de seu castelo?

 

 

7 CONCLUSÃO

 

O império persa surgiu diante das batalhas vencidas pelo valente rei Ciro, que além de guerreiro, demonstrou ser um exímio político quando adotou medidas de respeito às culturas dominadas. Dario, por sua vez consolida este império com a sua forma eclética e ousada de administrar, usando recursos totalmente novos para se tornar um dos mais populares reis da antiguidade.

 

Hoje vemos nas páginas da Bíblia, que conta a história do povo hebreu, referências de Ciro e Dario como enviados de Deus, para libertá-los. Este foi o legado dos reis Persas, serem admirados e enaltecidos pelos povos dominados.

 

O mundo conhece melhor a Pérsia e seu reis, quando conhece as Paredes de Persépolis, onde tudo esta registrado, talvez isto sempre fosse o maior desejo de Dario, o Rei da Pérsia.

 

 

8 REFERÊNCIAS

 

RODRIGUE, Joelza Ester. História em Documento. 5ª Série. São Paulo: Ftd, 2006.

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