HISTORIAndo!

Blog destinado à aqueles que amam História! Escrevam a sua História! Participe! Meu nome é Edevânio Francisconi Arceno , Moro em Garuva -SC! Sou casado com Viviani e pai de Giovanni e Fernanda! Sou acadêmico de Historia-UNIASSELVI - Contato : edevaniopm@terra.com.br.É só Clicar nas imagens abaixo para entar nas páginas! Acompanhe os trabalhos destaques elaborados por alunos! É só clicar! Boa Leitura.

19.8.09

AS DUAS FRIDAS (1939) FRIDA KAHLO

 

AS DUAS FRIDAS (1939)

FRIDA KAHLO
 
Las dos Fridas, 1939.  ( As duas Fridas )
Lienza em óleo 173,5 X
173 cm. ( Tira de pano = Tela em Óleo)

"pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade (Kahlo, Frida. O diário de Frida Kahlo: p. 287).

Edevânio Francisconi Arceno
Prof.ª Regina Küster Moraes

Curso de Pós-Graduação
em História Cultural – AUPEX
História e Artes Visuais

16/09/09

 

Filha do fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacán, na Cidade do México. Em 1914 sofre de poliomielite. Em 1922, na escola onde estuda, conhece Diego Rivera, que lá estivera pintando um mural. Em 1925 estuda pintura com o pintor comercial Fernando Fernández, amigo de seu pai. No mesmo ano, em 17 de setembro, ao retornar da escola sofre um acidente de trânsito no qual quebra a bacia e a coluna dorsal, além de graves ferimentos. Começa a pintar durante a convalescença. Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, revê o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Frida sofre vários abortos, submetendo-se, ainda, a duas cirurgias: uma no pé e outra para retirar o apêndice. Ao longo da vida, a pintora será submetida a mais de 35 cirurgias, numa das quais teve amputada a perna direita. Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta.

A vida e obra de Frida Kahlo são impossíveis de resumir em um simples enredo. Uma Mulher à frente de seu tempo, que lutou contra a debilidade física de seu corpo e social do seu gênero. Afinal quem era Frida Kahlo? Um vulcão preste a entrar em erupção que nunca se preocupou com o puritanismo hipócrita que a cercava, mulher de muitas paixões, apaixonados e apaixonadas. Assim como era apaixonada pelo México e o partido comunista, esta dualidade de sentimentos fez deste ícone mexicano uma mulher diferente. Alguns a definem como bi-sexual ousamos dizer que Frida estava, além disso, pois nem Ela própria sabia o que era e tão pouco queria saber, e quem disse que temos que ser Homem ou Mulher!A moral, os bons costumes?E quem diz que os costumes são bons ou ruins? Quem ousaria dizer a Frida o que fazer!Tudo isto ela retrata em sua obra, sentimentos conflituosos, desesperanças, saudades, frustrações, mas ainda assim ela deixa bem claro: “Frida está no domínio de tudo”.

Esta forma irreverente de ser, viver e pintar fez com que o galanteador e eternamente infiel muralista Diego Rivera se apaixonasse por ela. Da mesma forma Frida viu em Rivera o parceiro perfeito para suas aspirações políticas, seu desejo de liberdade e principalmente a companhia perfeita para sua arte. Frida e Diego escandalizariam muitos casais liberais do século XXI. Um casamento onde a fidelidade foi substituída pela lealdade, pelo menos esta era a vontade de Frida, sabendo que seria impossível esperar fidelidade do insaciável Rivera.

Os encontros com amantes eram comum para o casal. Diego sabia de todas as variações e desejos sexuais de Frida, porém ela não sabia de todos os desejos de Rivera. Entre idas e vindas o casamento foi resistindo, até o dia em que Diego seduz e conquista sua irmã mais nova Cristina. O pacto de lealdade não resistiu a este golpe, então Frida separou-se de Diego. Mesmo separados, ele procura Frida como companheiro pedindo ajuda para exilar Leon Trotski, um dos líderes da revolução Russa, com quem ela se envolve sentimentalmente, porém logo Trotski se vê obrigado a mudar de endereço novamente.

Frida aceitou um convite para expor suas obras em Paris na galeria Renón et Colle, em 1939.Ao retornar para o México recebeu dois grandes golpes. O primeiro foi o pedido de separação judicial de Diego Rivera, que iria para os Estados Unidos e o segundo foi a notícia da morte de Trotski, mais que um amigo era símbolo do autêntico comunismo de Frida. Neste contexto Frida Kahlo pintou em 1939 o quadro: “As duas Fridas”, o qual será objeto de análise neste trabalho.

 

 

ANÁLISE DO QUADRO

 

O quadro mostra duas Fridas sentadas sobre um sofá de cordas sem encosto, uma ao lado da outra de mãos dadas. Ao fundo temos um céu muito escuro e talvez tempestuoso dando-nos a idéia de que naquele instante a autora não vislumbrava um horizonte claro, um futuro, mas sim uma eminente tempestade. O piso parece sem vida, sem cor, somente areia e mais nada. Nem uma grama, flor ou canteiro, nenhuma cor vibrante, apenas barro, quase tão sem vida ou apenas com meia vida como uma das duas Fridas.

As duas Fridas olham para o mesmo lugar, com olhar altivo, concentrado e enigmático. Suas peles se diferenciam através da tonalidade, uma é um pouco mais escura do que a outra, assim como suas expressões faciais. A de pele mais clara tem um rosto mais suave e feminino, enquanto que a outra não.

Outra vez Frida usou um vestido como diferencial em sua obra, os vestidos sempre foram peças importantes na composição dos seus quadros. Em seu diário está relatado que no dia do seu casamento, ela optou por um vestido verde com uma capa vermelha, cores da bandeira do México. Em outra obra ela delimitou as fronteiras do México e Estados Unidos com um vestido no varal.

            Agora ela aparece sentada duplamente em um banco vestida com diferentes vestidos. Um deles veste a Frida de pele mais clara com expressões mais femininas e este é diferente de todos outros que ela pintou. Um vestido branco, com detalhes florais em vermelho, gola alta, com peitoral e mangas trabalhadas, talvez influência da recente viagem da autora a Paris. A outra Frida veste um cotidiano, com cores fortes, poucos detalhes e uma barra enfeitada, tipicamente um vestido “Fridiano”.

            Um detalhe marcante no quadro é a exposição do coração em ambas Fridas, que se interligam por uma artéria. O coração da Frida tipicamente vestida aparece inteiro, ainda que fora do corpo, mas inteiro, enquanto que a outra está com o coração partido. A autora mostra o coração do lado externo do corpo, fazendo referência do que Diego falou de suas obras, quando disse que pintava o que é aparente, enquanto Frida externa o que se passa por dentro. Diante disto acreditamos que ela quis demonstrar e Diego compreendeu o que estava sentido.

            O detalhe das mãos demonstra quem estava apoiando quem. A Frida de coração inteiro é quem segura à mão da outra, e na mão esquerda ela segura um pequeno retrato de Diego, que em muitas obras e por muito tempo foi retratado como seu terceiro olho, apesar de reconhecer que a recíproca não existia. Com a expressão menos feminina e queimada pelo sol, arranca este terceiro olho, mas quem rompe a ligação com o coração é a sensível Frida, pois ela é quem está com o instrumento cirúrgico na mão para romper as lembranças de Diego. As marcas de sangue que salpicam o vestido branco demonstram o quanto foi difícil e dolorosa esta ruptura.

            Mesmo com o coração partido, a parte feminina e delicada de Frida Kahlo, não está morta. A forte, masculinizada através de expressões e o modo de sentar-se de pernas abertas, ainda mantém uma artéria ligada e levando vida ao coração partido da doce Frida. E a mesma mão que desligou a artéria da imagem de Rivera, ainda está ali, bem como a imagem. Apesar da autora não vislumbrar um futuro no horizonte, no céu ainda há nuvens brancas e esperança de que tudo pode ser religado.

            Diante disto concluímos que a porção feminina de Frida está momentaneamente abalada. Esta foi nossa análise superficial da obra: “As duas Fridas”. Ainda que não seja nada disso que a autora quis nos dizer, arriscamo-nos sem medo de errar, ousamos e talvez, contradissemos muitas outras análises acadêmicas. Porém como revolucionários vislumbramos a possibilidade de esperança e dias melhores mesmo em céus tempestuosos. Também acreditamos que uma ruptura por mais dolorosa e sofrida que tenha sido, pode ser apenas momentânea. Por tudo isto, cremos que agindo desta forma, fomos um pouco, FRIDA KAHLO.

 

REFERÊNCIAS

FRIDA. Direção: Julie Taymor. Produção: Salma Hayek, Lindsay Flickinger, Sarah Green, Nancy Hardin e outros. Roteiro: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava, Anna Thomas. Intérpretes: Salma Hayek como Frida Kahlo, Alfred Molina, Antonio Bandeira. Distribuidora: Miramax Films / Lumière. Drama, 2002. 1DVD (123 min)

Kahlo, Frida. O diário de Frida Kahlo: um auto-retrato íntimo. Introdução Carlos Fuentes; comentários Sarah M. Lowe; tradução Mário Pontes. - 2ª. ed. - Rio de Janeiro: José Olympio, 1996. p. 287.

WIKIPÉDIA. Frida Kahlo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo. Acesso em 10/09/2009.

 

 

 

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13.8.09

O MITO DA CAVERNA

VOLTAR À CAVERNA, JAMAIS!

MM

 

Edevânio Francisconi Arceno

Prof.ª Regina Küster Moraes

Curso de Pós-Graduação em História Cultural - AUPEX

12/08/09

 

Analisar o “Mito da Caverna” é sempre desafiador, pois força-nos a uma hermenêutica onde a matéria prima está entre a sensibilidade e o imaginário. Até mesmo o autor do Mito, o intelectual Platão, mergulhou neste dilema tentando racionalizar essa incrível viagem surreal de Sócrates, mas como racionalizar ou sistematizar o inatingível abstrato? Todo aquele que ousou e ousar, terá grande possibilidade de errar, mas todo erro aponta para um novo caminho onde possivelmente encontraremos o acerto. Nesta busca incansável pela verdade, alvo do “Mito”, muitos intelectuais contribuíram e contribui com seus erros e acertos, encaixando algumas peças deste intrigante quebra-cabeça.

Um dos mais apaixonados pelo Mito foi o filósofo alemão Martin Heidegger, que produziu um ensaio com o título “A doutrina de Platão sobre a verdade”, onde acredita que o Mito pode conceituar a verdade. Afirma que a filosofia é a educação e caminho para esta verdade. Heidegger nos faz acreditar que o Mito da Caverna nos diz que olhar para a direção certa, exata e rigorosa é a chave para se obter a verdadeira Verdade.

Neste mundo analítico encontramos entre muitos, o nosso homem da caverna Piteco, personagem das histórias em quadrinhos criado pelo desenhista Maurício de Souza, que nos faz uma revelação surpreendente, alertando-nos para o fato de que ainda estamos numa caverna. Em uma viagem no tempo através das tirinhas, o personagem encontra os mesmos homens plantados em frente à televisão, vivendo uma realidade muito semelhante, mas não é a deles. Ainda estamos acorrentados por campanhas previamente coordenadas para manter-nos cada vez mais alienados da realidade existente.

Nossa professora de Artes Visuais, disse-nos que certa vez Michelangelo depois de terminar sua estátua Moisés, bateu com o martelo na obra e gritou: Porque não falas? (Perché non parli), pois acreditava que a missão do escultor era libertar as formas existentes que estavam dentro da pedra, apropriando-nos disso, embasaremos nossa análise do “Mito da Caverna”.

Cremos que desde a criação do mundo, ou seja, algum tempo antes de Sócrates e Platão, o mundo já era o que é hoje, e o mundo de hoje é muito mais do que vemos, pois seus elementos naturais e tecnológicos já estão dentro da Pedra, apenas esperando os escultores. Assim como Sócrates, Platão, Heidegger, Piteco, Mauricio, e outros, nós também vemos apenas sombras do porvir. Nosso ambiente é uma enorme Caverna, delimitada por contextos e temporalidades e estas sombras que evidenciamos, são apenas reflexos de uma realidade longínqua, mas que também pode estar bem perto, pois a luz da razão que as faz refletir, hoje está mais forte do que nos tempos de Sócrates, mas quem poderá mensurar sua intensidade?

Não é fácil deixar a caverna! Muitos creditam isto à comodidade, mas não é apenas isto que nos detém na Caverna, existem muitos obstáculos à frente, que nem sequer conhecemos ,pois temos que nos livrar primeiro das correntes. Estas correntes, não são fáceis de serem quebradas, pois seus elos foram forjados no fogo do preconceito, alimentado pela queima do senso comum, que chega até nós, por ambíguos lenhadores, que apesar da simplicidade aparente, estão extremamente comprometidos com aqueles nos observam do topo da Caverna.

Apesar de tudo, você pode enfrentar as correntes, os obstáculos, as luzes e finalmente se libertar. Aconselhamos aos que conseguirem realizar este feito, para não cometer o mesmo erro de outros. Como todos sabem, todos aqueles que voltaram para avisar sobre sua descoberta, pagaram um preço. Sócrates pagou com a vida, Heidegger sabe-se lá! Podemos imaginar que não foi fácil em uma sociedade manipulada por poucos, afirmar que a verdade está no nosso olhar, e não fora dele. Quanto ao Maurício de Souza, acreditamos que não foi fácil, esperar terminar todos os resquícios da ditadura Militar no Brasil, para demonstrar aos brasileiros que a televisão nos afasta da realidade, condiciona nossos pensamentos e ameniza as barbáries cometidas pelos poderosos.

Como historiadores, sabemos que os acontecimentos passados, servem para nos ensinar a não cometer os mesmos erros, então, Jamais voltaremos para contar as maravilhas que vislumbramos aqui fora, como por exemplo, o tele-transportador que nos leva em um segundo até Marte e em cinco até Júpiter, as novas florestas amazônicas que foram implantadas, uma em cada continente e dez em cada Planeta, e a maior de todas as maravilhas, a verdadeira origem do Homem. Estas e muitas outras “Novidades” estão todas aí, bem na sua frente, porém você insiste em ficar na caverna vendo sombras e alguns nem isto vêem. Não voltaremos para avisar ninguém, no máximo mandaremos um email, ou talvez até façamos um artigo relatando todas estas maravilhas que descobrimos, porém voltar à caverna jamais, afinal ninguém quer morrer!

 

 

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1.8.09

REFORMA PROTESTANTE: O Tilintar da Moeda na Caixa.

O Tilintar da Moeda na Caixa

Edevânio Francisconi Arceno

Prof Marcos Neotti

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

Licenciatura / História (HID 0771) - História Moderna

19/05/09

RESUMO

A palavra Reforma, apesar de complexa, seus significados mais comuns são: melhoramento; conserto, reparação, restauração, modificação, ou seja, aprimorar, reparar, restaurar ou modificar o que já está feito. Porém quando observamos os fatos da Reforma Religiosa, uma nomenclatura Reforma fica sem sentido, pois não foi isto que aconteceu.O que houve foi uma contrução de novas religiões, novos dogmas, novas alternativas e ainda que todas tenha o mesmo fim, guiar o homem ao REENCONTRO com Deus, cada uma delas afirma ser o único e verdadeiro caminho.Mas será que uma dita reforma, teve Exito por que Deus queria dar uma nova chance ao Homem? Será que existem outros fatores que contribuiram para este feito? Veremos No decorrer deste trabalho, que existem tantos motivos materiais quanto espirituais, além disto outros interesses menos autruistas também contribuiram. Estudaremos como dimenções econômicas, políticas e sociais que contextualizaram uma histórica Reforma Religiosa.

Palavras-chave: Igreja; burguesia; Transformações.


1 INTRODUÇÃO

Acreditamos que uma revolução nunca acontece baseada apenas em um fato isolado, por isso entendemos que vários fatores culminaram na Reforma Religiosa. Não queremos minimizar nenhum deles, da mesma forma, achamos difícil destacar o principal, porém isto não significa que não exista um.

Seguiremos o método cartesiano, Analisaremos cada dimensão separadamente. Assim, poderemos perceber que para uma dimensão econômica os motivos da reforma da política são diferentes, e assim por diante. Compreendendo cada contexto, poderemos analisar de maneira mais precisa os motivos de cada uma.

Como cristãos esperamos que o motivo mais importante desta reforma, foi uma providência divina com o intuito de resgatar o homem, Colocando-o novamente nenhum caminho, para que no futuro ambos possam estar para sempre no paraíso.

Como escritores, temos a responsabilidade de expor na forma mais clara possível todas as informações necessárias para que nossos leitores possam analisar e chegar a uma conclusão. Como historiadores, nosso compromisso é com os fatos.


2 A DIMENSÃO ECONÔMICA DA REFORMA Religiosa

Os princípios do Sacro Império Germanico estavam com dificuldades de aceitar uma imposição do Imperador Carlos V da Espanha e sua subordinação uma todas as exigências da Igreja Católica. Suas inquietações causavam ressentimentos com os demais povos, por ter que pagar impostos absurdos para uma instituição estrangeira em detrimento do povo Germanico.

Neste contexto Lutero encontrou o apoio para dar continuidade às tentativas frustradas do britânico Wyclif e Jan Hus fazer Boêmio, de reformar uma Igreja Católica Romana. O apoio ea proteção do Príncipe Frederico III, eleitor da Saxonia foi imprescindível na Reforma protestante liderada por Lutero.

Este apoio foi ganhando cada vez mais adeptos a partir do momento em que a burguesia germanica, viu na reforma uma possibilidade de livrar-se dos tributos e do poder cerceador da Igreja Católica ea possibilidade de ENFRAQUECER o poder político de Carlos V.

Em outro contexto, os interesses burgueses também contribuíram na Reforma Calvinista, pois a Igreja Católica condenava a prática da usura, ao contrário do calvinismo que incentivava o acúmulo de bens, indo de encontro aos interesses da burguesia.

Por isso, dentre os reformistas o que mais recebeu apoio da burguesia, foi João Calvino que além de conceber um usura, pregava uma predestinação, ou seja, os eleitos de Deus são justamente aqueles que trabalham e acumulam riquezas.

“Inclusive as chamadas guerras de religião do século XVII Aconteceram, antes de tudo por interesses materiais de classes muito concretas. Estas guerras foram lutas de classes, da mesma forma que os conflitos internos que mais tarde se produziram na França e na Inglaterra. Que estas lutas tivessem certas características religiosas, que os interesses, necessidades e reivindicações de cada uma das classes tenham sido dissimulados com uma capa religiosa, não altera em nada a situação e se explica pelas condições da época “(Engels, apud Marques, Beirutte e Faria, 2005 p. 104)

Surgiu uma ética protestante, que impulsionou o desenvolvimento do capitalismo, recebendo total apoio dos burgueses que em pouco tempo espalhou o calvinismo por toda a Europa.

Na Inglaterra, uma ruptura com a Igreja Católica Apostólica Romana, não foi fundamentada Desentendimento entre Henrique VIII eoPapa Clemente VII em relação ao divorcio, ou seja, uma questão politica. Porém uma questão economica Esteve intrisecamente ligada, uma vez que a Igreja Católica era proprietária de um grande número de bens e propriedades, que foram confiscado logo após esta ruptura, que deu origem ao Anglicanismo, uma nova Igreja de Henrique VIII e seus súditos.


3 ADimensão política da reforma religiosa

Como dissemosuma Reforma Inglesa, aconteceu em virtude das necessidades políticas de Henrique VIII. O mesmo era casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, então Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento.

Com a recusa do Papa, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Parlamento concedeu um Henrique VIII e os seus sucessores uma liderança da igreja, nascendo assim o Anglicanismo.

Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta Diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo.

Outra questão política que podemos mencionar foi um recém formação dos Estados Nacionais.

Estes Estados Nacionais, entre eles a França, viram na Reforma Religiosa uma oportunidade de aumentar sua autonomia, consolidando seu poder e soberania política, minimizando assim como Interferências eclesiásticas da Igreja de Roma ..


4ADIMENSÃO SOCIAL DA REFORMA Religiosa

Os séculos XII e XVI foram marcados por profundas transformações sociais, devido a um período de transição, onde muitos conceitos e movimentos se contradiziam. O antropocentrismo se confrontava com o Teocentrismo, o Geocentrismo contra o Heliocentrismo, enfim uma razão versus uma Fé.

Este período de Renascimento produziu alguns pensadores, tais como Erasmo de Rotterdam e Nicolau Copernico, que através de suas obras influenciaram muitos outros pensadores, Clérigos e nobres, pessoas formadoras de opinião, entre elas o próprio Lutero.

Apesar dos diferentes contextos sociais e os seus motivos para aderir um movimento separatista, todos os territórios europeus viram na Reforma Religiosa uma alternativa para livrar-se de vez dos dogmas e conceitos medievais da Igreja, possibilitando uma evolução das ciências.

No campo artístico, uma Reforma influenciou diversos artistas renascentistas propiciando um grande número de literaturas, arquiteturas, esculturas, pinturas, todas as belas artes, servindo de expressão popular a esta Reforma.

Outra questão social que contribuiu para a difusão da Reforma foi o desenvolvimento técnico eo surgimento da imprensa, que possibilitou uma publicação em série da Bíblia, conscientizando e alertando uma pequena parcela da sociedade que conhecia a escrita, produzindo fiéis mais exigentes e críticos em relação à Igreja.


5 AQUESTÃO DA REFORMA ESPIRIUAL Religiosa

Apesar de algumas pessoas já se terem manifestado e criticado o comportamento de alguns líderes eclesiásticos e os desvios da Igreja de Cristo, a eclosão do processo reformista envolveu o papa Leão X e seus métodos para arrecadar dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, em Roma.

Leão X negociou uma venda de indulgências, que era o perdão de pecados cometidos. Este benefício também se entendia aos mortos, pois segundo o Frei dominicano alemão Jhoann Tetzel, o maior vendedor das indulgências papais, tão logo tilintar uma moeda lançada na caixa, a alma sairá voando do purgatório para o Céu!

Diante disto, no dia 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero, protestou colando suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, onde Atacava como indulgências, alegando que a única forma do Homem justificar-se diante de Deus e pela Fé, e ninguém mais tem este poder, inclusive o Papa.

A intenção de Lutero não era criar uma nova Igreja, mas sim reformar uma Igreja Católica Apostólica Romana, porém suas interpretações bíblicas divergiam muito das interpretações dos líderes eclesiásticos, que o excomungaram. Lutero só não foi para um Fogueira devido uma proteção de alguns nobres saxões.

Na Suíça, região de comércio Próspero, teve início o processo de Reforma protestante com Ulrich Zwinglio (1489-1531). Seguidor de Lutero e de Erasmo de Roterdão. Zwinglio morreu porque fazia pregações que resultaram em violenta guerra civil entre reformistas e católicos.

A obra de Zwinglio foi continuada por um francês, João Calvino, que sofreu uma forte perseguição em seu país e fugiu para a Suíça. Em Genebra, começou a propagar uma doutrina calvinista, que teve grande aceitação entre os representantes da burguesia, na medida em que valorizava aspectos de seu interesse, tais como o trabalho eo acúmulo de riquezas.

A doutrina calvinista consolidou-se por meio do Consistório[1], Que estabeleceu em Genebra um rígido modelo de vida para os habitantes da cidade e suas atividades sociais.

Quanto a Reforma Anglicana na Inglaterra, foi gerada por um conjunto de fatores, dentre eles, a influência das idéias de John Wyclif, o nacionalismo português que se opunha ao poder da Igreja Católica ea necessidade da Monarquia inglesa romper com Roma para centralizar o poder.

6 CONCLUSÃO

A Reforma Religiosa reduziu o poder ea influência de um dos últimos impérios da Terra. Apesar de não ostentar este estatuto, podemos analisar através de suas ações que se trata de uma instituição que tinha poderes políticos, propriedades em toda a Europa e ainda tinha autonomia para processar, prender e Matar todos aqueles que ousassem desafiá-la.

Através deste trabalho entendemos que a Reforma Religiosa só foi possível devido hum diversos fatores, contextualizados na realidade daquele momento histórico e também que as investidas de Wyclif e Hus não deram certo por não contemplar o mesmo contexto.

Além da justificativa de reconduzir o homem ao caminho de Deus, todas as reformas européias tinham em comum uma questão financeira, reflexos das transformações sociais. Uma coisa é certa, uma Reforma Religiosa foi um importante marco na História do Homem.

Nesta busca incansável pelo criador, o homem encontrou motivos para sacrificar, flagelar, flagelar-se, guerrear, Matar, queimar, enfim uma série de atrocidades, que às vezes nos fazem refletir. Será que realmente Deus criou o homem a sua imagem?

Talvez o maior erro não estivesse nas mãos que jogavam uma moeda na caixa para tilintar, pois estas pessoas acreditavam que isto ajudaria a si mesmo e seu ente querido, que há muito tempo estaria sofrendo uma angústia interminável e finalmente encontraria repouso!

Então resta-nos perguntar, quem errou mais, os donos da caixa aonde tilintavam como moedas, ou aqueles que nos disseram que de nada adiantava tilintar uma moeda, pois nossos entes morreram estão mortos e se condenados, não há mais nada a fazer. Então perguntamos, uma Reforma aconteceu em virtude da alma do Homem ou da moeda que tilintava na caixa?

Como cristãos acreditamos veementemente que foi em virtude da alma do homem. Como escritores, esperamos que todas as informações expressas, contribuam para que nossos leitores cheguem a uma conclusão, ou que tenha pelo menos neste artigo uma direção em suas pesquisas.

Como historiadores, acreditamos que cada temporalidade tem suas Verdades, razões e enganos, e todas são igualmente importantes e necessárias para que esta História continua sendo escrita.

7 REFERÊNCIAS

DAUWE, Fabiano.História Moderna.Indaial: Ed. ASSELVI, 2008.

REFORMA protestante. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/reforma-protestante/reforma-protestante-5.php. Acesso em: 15/05/09.


[1] UmconsistórioÉ uma reunião de Cardeais para dar assistência ao Papa nas suas decisões.

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