HISTORIAndo!

Blog destinado à aqueles que amam História! Escrevam a sua História! Participe! Meu nome é Edevânio Francisconi Arceno , Moro em Garuva -SC! Sou casado com Viviani e pai de Giovanni e Fernanda! Sou acadêmico de Historia-UNIASSELVI - Contato : edevaniopm@terra.com.br.É só Clicar nas imagens abaixo para entar nas páginas! Acompanhe os trabalhos destaques elaborados por alunos! É só clicar! Boa Leitura.

1.8.09

REFORMA PROTESTANTE: O Tilintar da Moeda na Caixa.

O Tilintar da Moeda na Caixa

Edevânio Francisconi Arceno

Prof Marcos Neotti

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

Licenciatura / História (HID 0771) - História Moderna

19/05/09

RESUMO

A palavra Reforma, apesar de complexa, seus significados mais comuns são: melhoramento; conserto, reparação, restauração, modificação, ou seja, aprimorar, reparar, restaurar ou modificar o que já está feito. Porém quando observamos os fatos da Reforma Religiosa, uma nomenclatura Reforma fica sem sentido, pois não foi isto que aconteceu.O que houve foi uma contrução de novas religiões, novos dogmas, novas alternativas e ainda que todas tenha o mesmo fim, guiar o homem ao REENCONTRO com Deus, cada uma delas afirma ser o único e verdadeiro caminho.Mas será que uma dita reforma, teve Exito por que Deus queria dar uma nova chance ao Homem? Será que existem outros fatores que contribuiram para este feito? Veremos No decorrer deste trabalho, que existem tantos motivos materiais quanto espirituais, além disto outros interesses menos autruistas também contribuiram. Estudaremos como dimenções econômicas, políticas e sociais que contextualizaram uma histórica Reforma Religiosa.

Palavras-chave: Igreja; burguesia; Transformações.


1 INTRODUÇÃO

Acreditamos que uma revolução nunca acontece baseada apenas em um fato isolado, por isso entendemos que vários fatores culminaram na Reforma Religiosa. Não queremos minimizar nenhum deles, da mesma forma, achamos difícil destacar o principal, porém isto não significa que não exista um.

Seguiremos o método cartesiano, Analisaremos cada dimensão separadamente. Assim, poderemos perceber que para uma dimensão econômica os motivos da reforma da política são diferentes, e assim por diante. Compreendendo cada contexto, poderemos analisar de maneira mais precisa os motivos de cada uma.

Como cristãos esperamos que o motivo mais importante desta reforma, foi uma providência divina com o intuito de resgatar o homem, Colocando-o novamente nenhum caminho, para que no futuro ambos possam estar para sempre no paraíso.

Como escritores, temos a responsabilidade de expor na forma mais clara possível todas as informações necessárias para que nossos leitores possam analisar e chegar a uma conclusão. Como historiadores, nosso compromisso é com os fatos.


2 A DIMENSÃO ECONÔMICA DA REFORMA Religiosa

Os princípios do Sacro Império Germanico estavam com dificuldades de aceitar uma imposição do Imperador Carlos V da Espanha e sua subordinação uma todas as exigências da Igreja Católica. Suas inquietações causavam ressentimentos com os demais povos, por ter que pagar impostos absurdos para uma instituição estrangeira em detrimento do povo Germanico.

Neste contexto Lutero encontrou o apoio para dar continuidade às tentativas frustradas do britânico Wyclif e Jan Hus fazer Boêmio, de reformar uma Igreja Católica Romana. O apoio ea proteção do Príncipe Frederico III, eleitor da Saxonia foi imprescindível na Reforma protestante liderada por Lutero.

Este apoio foi ganhando cada vez mais adeptos a partir do momento em que a burguesia germanica, viu na reforma uma possibilidade de livrar-se dos tributos e do poder cerceador da Igreja Católica ea possibilidade de ENFRAQUECER o poder político de Carlos V.

Em outro contexto, os interesses burgueses também contribuíram na Reforma Calvinista, pois a Igreja Católica condenava a prática da usura, ao contrário do calvinismo que incentivava o acúmulo de bens, indo de encontro aos interesses da burguesia.

Por isso, dentre os reformistas o que mais recebeu apoio da burguesia, foi João Calvino que além de conceber um usura, pregava uma predestinação, ou seja, os eleitos de Deus são justamente aqueles que trabalham e acumulam riquezas.

“Inclusive as chamadas guerras de religião do século XVII Aconteceram, antes de tudo por interesses materiais de classes muito concretas. Estas guerras foram lutas de classes, da mesma forma que os conflitos internos que mais tarde se produziram na França e na Inglaterra. Que estas lutas tivessem certas características religiosas, que os interesses, necessidades e reivindicações de cada uma das classes tenham sido dissimulados com uma capa religiosa, não altera em nada a situação e se explica pelas condições da época “(Engels, apud Marques, Beirutte e Faria, 2005 p. 104)

Surgiu uma ética protestante, que impulsionou o desenvolvimento do capitalismo, recebendo total apoio dos burgueses que em pouco tempo espalhou o calvinismo por toda a Europa.

Na Inglaterra, uma ruptura com a Igreja Católica Apostólica Romana, não foi fundamentada Desentendimento entre Henrique VIII eoPapa Clemente VII em relação ao divorcio, ou seja, uma questão politica. Porém uma questão economica Esteve intrisecamente ligada, uma vez que a Igreja Católica era proprietária de um grande número de bens e propriedades, que foram confiscado logo após esta ruptura, que deu origem ao Anglicanismo, uma nova Igreja de Henrique VIII e seus súditos.


3 ADimensão política da reforma religiosa

Como dissemosuma Reforma Inglesa, aconteceu em virtude das necessidades políticas de Henrique VIII. O mesmo era casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, então Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento.

Com a recusa do Papa, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Parlamento concedeu um Henrique VIII e os seus sucessores uma liderança da igreja, nascendo assim o Anglicanismo.

Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta Diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo.

Outra questão política que podemos mencionar foi um recém formação dos Estados Nacionais.

Estes Estados Nacionais, entre eles a França, viram na Reforma Religiosa uma oportunidade de aumentar sua autonomia, consolidando seu poder e soberania política, minimizando assim como Interferências eclesiásticas da Igreja de Roma ..


4ADIMENSÃO SOCIAL DA REFORMA Religiosa

Os séculos XII e XVI foram marcados por profundas transformações sociais, devido a um período de transição, onde muitos conceitos e movimentos se contradiziam. O antropocentrismo se confrontava com o Teocentrismo, o Geocentrismo contra o Heliocentrismo, enfim uma razão versus uma Fé.

Este período de Renascimento produziu alguns pensadores, tais como Erasmo de Rotterdam e Nicolau Copernico, que através de suas obras influenciaram muitos outros pensadores, Clérigos e nobres, pessoas formadoras de opinião, entre elas o próprio Lutero.

Apesar dos diferentes contextos sociais e os seus motivos para aderir um movimento separatista, todos os territórios europeus viram na Reforma Religiosa uma alternativa para livrar-se de vez dos dogmas e conceitos medievais da Igreja, possibilitando uma evolução das ciências.

No campo artístico, uma Reforma influenciou diversos artistas renascentistas propiciando um grande número de literaturas, arquiteturas, esculturas, pinturas, todas as belas artes, servindo de expressão popular a esta Reforma.

Outra questão social que contribuiu para a difusão da Reforma foi o desenvolvimento técnico eo surgimento da imprensa, que possibilitou uma publicação em série da Bíblia, conscientizando e alertando uma pequena parcela da sociedade que conhecia a escrita, produzindo fiéis mais exigentes e críticos em relação à Igreja.


5 AQUESTÃO DA REFORMA ESPIRIUAL Religiosa

Apesar de algumas pessoas já se terem manifestado e criticado o comportamento de alguns líderes eclesiásticos e os desvios da Igreja de Cristo, a eclosão do processo reformista envolveu o papa Leão X e seus métodos para arrecadar dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, em Roma.

Leão X negociou uma venda de indulgências, que era o perdão de pecados cometidos. Este benefício também se entendia aos mortos, pois segundo o Frei dominicano alemão Jhoann Tetzel, o maior vendedor das indulgências papais, tão logo tilintar uma moeda lançada na caixa, a alma sairá voando do purgatório para o Céu!

Diante disto, no dia 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero, protestou colando suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, onde Atacava como indulgências, alegando que a única forma do Homem justificar-se diante de Deus e pela Fé, e ninguém mais tem este poder, inclusive o Papa.

A intenção de Lutero não era criar uma nova Igreja, mas sim reformar uma Igreja Católica Apostólica Romana, porém suas interpretações bíblicas divergiam muito das interpretações dos líderes eclesiásticos, que o excomungaram. Lutero só não foi para um Fogueira devido uma proteção de alguns nobres saxões.

Na Suíça, região de comércio Próspero, teve início o processo de Reforma protestante com Ulrich Zwinglio (1489-1531). Seguidor de Lutero e de Erasmo de Roterdão. Zwinglio morreu porque fazia pregações que resultaram em violenta guerra civil entre reformistas e católicos.

A obra de Zwinglio foi continuada por um francês, João Calvino, que sofreu uma forte perseguição em seu país e fugiu para a Suíça. Em Genebra, começou a propagar uma doutrina calvinista, que teve grande aceitação entre os representantes da burguesia, na medida em que valorizava aspectos de seu interesse, tais como o trabalho eo acúmulo de riquezas.

A doutrina calvinista consolidou-se por meio do Consistório[1], Que estabeleceu em Genebra um rígido modelo de vida para os habitantes da cidade e suas atividades sociais.

Quanto a Reforma Anglicana na Inglaterra, foi gerada por um conjunto de fatores, dentre eles, a influência das idéias de John Wyclif, o nacionalismo português que se opunha ao poder da Igreja Católica ea necessidade da Monarquia inglesa romper com Roma para centralizar o poder.

6 CONCLUSÃO

A Reforma Religiosa reduziu o poder ea influência de um dos últimos impérios da Terra. Apesar de não ostentar este estatuto, podemos analisar através de suas ações que se trata de uma instituição que tinha poderes políticos, propriedades em toda a Europa e ainda tinha autonomia para processar, prender e Matar todos aqueles que ousassem desafiá-la.

Através deste trabalho entendemos que a Reforma Religiosa só foi possível devido hum diversos fatores, contextualizados na realidade daquele momento histórico e também que as investidas de Wyclif e Hus não deram certo por não contemplar o mesmo contexto.

Além da justificativa de reconduzir o homem ao caminho de Deus, todas as reformas européias tinham em comum uma questão financeira, reflexos das transformações sociais. Uma coisa é certa, uma Reforma Religiosa foi um importante marco na História do Homem.

Nesta busca incansável pelo criador, o homem encontrou motivos para sacrificar, flagelar, flagelar-se, guerrear, Matar, queimar, enfim uma série de atrocidades, que às vezes nos fazem refletir. Será que realmente Deus criou o homem a sua imagem?

Talvez o maior erro não estivesse nas mãos que jogavam uma moeda na caixa para tilintar, pois estas pessoas acreditavam que isto ajudaria a si mesmo e seu ente querido, que há muito tempo estaria sofrendo uma angústia interminável e finalmente encontraria repouso!

Então resta-nos perguntar, quem errou mais, os donos da caixa aonde tilintavam como moedas, ou aqueles que nos disseram que de nada adiantava tilintar uma moeda, pois nossos entes morreram estão mortos e se condenados, não há mais nada a fazer. Então perguntamos, uma Reforma aconteceu em virtude da alma do Homem ou da moeda que tilintava na caixa?

Como cristãos acreditamos veementemente que foi em virtude da alma do homem. Como escritores, esperamos que todas as informações expressas, contribuam para que nossos leitores cheguem a uma conclusão, ou que tenha pelo menos neste artigo uma direção em suas pesquisas.

Como historiadores, acreditamos que cada temporalidade tem suas Verdades, razões e enganos, e todas são igualmente importantes e necessárias para que esta História continua sendo escrita.

7 REFERÊNCIAS

DAUWE, Fabiano.História Moderna.Indaial: Ed. ASSELVI, 2008.

REFORMA protestante. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/reforma-protestante/reforma-protestante-5.php. Acesso em: 15/05/09.


[1] UmconsistórioÉ uma reunião de Cardeais para dar assistência ao Papa nas suas decisões.

criado por Edevanio    19:52 — Arquivado em: PAPER, Sem categoria

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://historianovicente.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.